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Tsunami, a onda do momento

Posted by petlenep em janeiro 1, 2005

Não adianta, não tem como fugir do assunto, visto que não se fala de outra coisa nos noticiários, então, vamos entender melhor esse bagulho de tsunami, ver como funciona fisicamente a parada.

Tsunamis são ondas gigantescas, com alto poder destrutivo quando chegam na região costeira. Podem ser causadas por atividades sísmico-tectônicas, tais como terremoto, deslizamento de terras, vulcão submarino em atividade ou ainda por eventos menos cotados, tais como pela explosão de uma bomba atômica na superfície do mar ou o impacto de meteoros ou outros corpos celeste. No caso deste último tsunami, de 26/12/04, ele foi resultado de um terremoto submarino na Ásia, de escala 9.0 da Escala Richter, gerando o maior desastre natural da história moderna com aproximadamente 100 mil mortos e, até este momento, este número continua crescendo.



Normalmente possuem um comprimento de onda (λ) que varia de 130 a 160 quilômetros podendo atingir até 1.000 quilômetros e com período (Τ, ou 1/f) entre 15 minutos a até 2 horas. Devido a seu longo comprimento de onda, um tsunami se comporta de maneira parecida às ondas de água-rasa. Tal comportamento é definido quando a razão entre a profundidade da água (lâmina d’água) e seu comprimento de onda (λ) é um número muito pequeno. As ondas de água-rasa movem-se a uma velocidade igual à raiz quadrada do produto entre a aceleração da gravidade (9,8 m/s/s) e da profundidade da água. No Oceano Pacífico, onde a profundidade média da água é aproximadamente 4000 m, um tsunami se propaga numa velocidade de aproximadamente 200 m/s, ou ainda 700 Km/h, aproximadamente 2,74 vezes mais rápido que a média da velocidade do piloto colombiano Juan Pablo Montoya (72,2 m/s ou 260 Km/h), no seu Williams-BMW, ao quebrar o recorde da Fórmula 1 em treino classificatório em Monza, 2002.

Em águas profundas, a altura de um tsunami não atinge mais que 1 metro, não sendo, portanto, perceptível devido ao seu grande comprimento. A energia de um tsunami tende a ser constante, sendo as suas variáveis a sua amplitude (A) e velocidade (v). Assim, à medida que a onda se aproxima da terra, a sua amplitude (a altura da onda) aumenta, enquanto a sua velocidade diminui. Neste último tsunami que atingiu a Ásia, especialistas dizem que a onda chegou a ter 10 m de altura.

Veja um videozinho (.mov) com a simulação de um tsunami. (2.37 Mb)

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