My Weblog

Just another WordPress.com weblog

Durval 2

Posted by petlenep em novembro 29, 2004

Calma, pessoal, o filme Durval Discos não vai ter uma continuação, eu é que voltarei ao assunto.

Desde antes de publicar a rabiscada sobre os filmes depressivos, quando eu ainda estava comentando e debatendo sobre o assunto, meu nobre amigo e companheiro de república Marcos Vitor Barbosa, o Market, demonstrou interesse em fazer um comentário. Só que o comentário dele não coube no referido espaço (limite de 1000 caracteres), então, excepcionalmente, reproduzo integralmente aqui o comentário de Market, a biba de São Fidélis, sobre o questionável filme Durval Discos.



Caro amigo Petinha e tradicionais leitores deste diário virtual,

Gostaria de expressar um comentário a respeito do riquíssimo exemplar da mais nova leva da filmatografia brasileira intitulado “Durval Discos”.

Trata-se de um longa de uma diretora, Anna Muylaer, estrando em grande estilo com um filme que combina drama, musical, comédia e oscila miutas vezes entre o lírico e o surreal. Trata-se de uma obra imperdível para qualquer cinéfilo e amante do cinema brasileiro (e não nacional). Este filme recebeu críticas positivas dos maiores especialistas brasileiros, inclusive de Isabela Boscov (VEJA).

Fazendo uso apurado e totalmente sob controle de técnicas de direção moderna e com recusos geralmente utilizados em literatura em seu ágil roteiro, a diretora consegue nos transportar para o universo melancólico e rotineiro de Durval e sua mãe, lindamente interpretada por Etty Fraser, em uma São Paulo dos anos 90. Universo este que se vê modificado pela chegada inesperada de uma garotinha, que vem a representar em plano maior o início do processo de humanização que atinge aquele lar. A vida ganha sentido e beleza. Fica para trás o viver em função da resolução dos problemas, surgindo das cinzas o esplendor desta dádiva divina.

O final do filme conclui de maneira grandiosa e iluminada o significado da volta de Durval ao seu velho mundo, de forma poética e livre, donde só se tira uma certeza: o mundo de Durval caiu!

Viva Anna Muylaer! Viva Vírgina Wolf! Viva Clarice Lispector!

Caso o amigo leitor (ainda) tenha interesse no citado filme e queira ler uma resenha mais imparcial e centrada, recomendo a crítica feita neste site.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: